segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Aurora Inversa


Todo dia quando volto para casa vejo no horizonte milhares de luzes na escuridão da noite formando criando a aurora inversa no belo horizonte mergulhado na noite. A grandiosidade desse mundo me atinge mesmo durante a noite. Triste fico e articulo em silêncio palavras que não tenho coragem de manter em minha mente direcionando-as ao vento para que elas sejam levadas a seu destino. Se chegou alguma vez não sei. Só sei que as libertei com o maior prazer enquanto observava a aurora inversa.


sábado, 3 de setembro de 2011

3 de Setembro

"-Deixa cicatriz?
- ... que dor não deixa?"
Batman Gothan Knight - 2008


quinta-feira, 7 de julho de 2011

Deadly Moonlight


I see the sky and i think: the moon made me crazy for you. (I drink your blood.)

I devour his flesh and soul now, because I love you. (I'm weak...)

We will live forever in Hell, then thank me.

I dont feel your carnal pain, but I feel your hate for me.

Please forgive me. This is stronger than me.

Do you understand?

(I get unanswered.)




sexta-feira, 10 de junho de 2011

Chove lá fora...

Não continue a me provocar nesta manhã
que vou aí fora te encarar com o maior prazer.



segunda-feira, 6 de junho de 2011

Snowflakes





















I never haven’t seen so much snow falling in my garden.
I never haven’t seen so much grey flakes falling so.
I look like a happy child, living this scene, because I grow up wanting to see it.
And today, I realized my big dream when I saw them fall.

My fingers are groping the air to discover the ice flakes...
THIS ISN’T EXISTE! My tooth are strange in my mouth.
It's as hot as summer. Cursed heat.
The deception corrupted my blood and poisons my heart.
I did everything this day for snowed.
Why it isn’t as cold as I wanted?
My scarf bitter my neck with this unbearable heat, and with angry I throw it to the ground. Goodbye old house, I dont want it’s anymore. Where is the feeling that icy snowflakes bring me? I feel the hate of my sarcastic lies walking. I look back and I see my house burning. Snowflakes come out of it. Bitter-gray flakes thrown to the wind in a subtle revenge against myself.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Salvação, mas não para ele.



Mais uma noite com pesadelos.

Maero o visitou a noite toda e o fez sentir coisas que desejava esquecer (mero ato repulsivo, covarde e egoísta). A cada vez que acordava, se é que dormira realmente em algum momento, se desanimava enormemente de voltar a tentar dormir, pois já sabia o que iria acontecer (maldito ciclo de vão escapismo). E acontecia o óbvio e previsível: velhos tormentos, visões de novos futuros erros.



Após uma noite inteira assim, acorda com a luz rejeitando o sono. Sem mais poder dormir vai ao banheiro, lava o rosto. Buscar Narciso... ele está de férias. Sua cabeça pesa mais que o esforço de se manter são. Sua visão vai ao chão, que é o único lugar que o aguarda com toda a ávida certeza. Contempla por um momento uma abelha no chão de cerâmica negra, do outro lado do banheiro.

Incapacitada de voar devido a irritante água que a umedeceu.

A pegou cuidadosamente, um simples/complexo ato de desespero para salvar a si mesmo na tentativa de purificar a alma salvando algo do fim iminente. Voltou para o quarto e a colocou na beirada da janela onde o sol da manhã aquecia o corpo de homem e abelha. Um homem de alma fria e uma abelha com desejo ardente pela vida. A colocou naquela beirada da janela para que ambos pudessem se aquecer e esquecer os problemas e angustias, momentaneamente.

O medo devorava a tudo: a ambos os seres; o medo era devorado pelo calor do sol matutino; a angustia se autodevorava. Todos estavam jogados no ciclo de autodestruição onde esperança era apenas o calor do sol daquela manhã que daria espaço para uma tarde, não muito quente, e uma noite de possível companhia de Maero novamente.

O tempo passou, a abelha voou, o homem ficou.

Pobre alma. Destruída pelo próprio medo de fazer o certo ou o errado e sempre se defrontar consigo mesma diante um espelho de verdade. A abelha foi embora viva, mas levou consigo aquele que pensava ser um homem, deixou um garoto para que crescesse novamente.

Ah! Queria eu ser o Icarus a dizer que não cairá jamais.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Voe, não pense, e sobreviva.


O Gavião estava parado na antena, observando lá de cima o que acontecia ao seu redor ou esperando por algo. Poderia ele estar ou tentando atrapalhar o sinal daquela antena, permanecendo sobre ela em uma silenciosa revolta contra o crescimento humano, ou simplesmente cuidando de seus afazeres do sobreviver. O que importa é que estava ali a observar não se sabe o que, na visão de um terceiro, mas ele sabia.
Os humanos se abrigam em suas casas para aproveitar os benefícios tecnológicos em um lazer passivo, e necessitavam daquele estranho engenho que os traz imagens de lugares tão distantes, enquanto perdem o que acontece ao redor de suas residências: a tentativa da natureza permanecer em meio ao moderno e ao evolutivo ser humano.
Parado e observando poderia estar pensando e comparando a liberdade que ambos tinham. Quem seria mais livre? O homem curtindo seu fim de semana em frente à televisão ou um pássaro buscando, possivelmente, algo para comer? Na visão de homens românticos, o pássaro seria mais livre por voar e ser intimamente ligado à natureza. Já o pássaro gostaria de se ver livre das caçadas e repousar em uma casa aconchegante tendo a certeza de que a comida não fugiria se ele a tentasse agarrar? A tecnologia, quase sinônimo de liberdade humana, poderia ser melhor que estar ligado à natureza?
Se o gavião estava a pensar em algo ou não o fato é que imediatamente teve de sair de seu momento observador passivo. Uma presa estava sendo perseguida por seu parceiro. O gavião levantou vôo e uniu forças com seu parceiro cercando a presa, um pequeno e ágil pássaro amarelo, em um círculo aéreo. Um ato em vão, pois o pequeno foi mais esperto e escapou facilmente por uma abertura. Para o pequeno mais um dia vivo. Para os caçadores: fome. Sobreviver é difícil.
Deve ter perdido a presa porque estava a pensar em algo. Pobre gavião, voe e não pense, deixe que os humanos se percam em pensamentos e atos. Apenas sobreviva neste momento.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Somente Afundando


O corpo afunda lentamente,
rumo ao profundo.
Livra-a, o desejo errante,
do peso do mundo.
Saudades de seu amor
que afundou e não voltou.
Doentio é seu ardor
que até a vida abdicou.
Agora lembra
daquele calor.
(Enquanto o perde.)
Havia esquecido
que a vida tem valor.
(Enquanto o perde.)
Arde em desespero
o ansioso pulmão.
(Desejo: ar.)
Mas em alívio está
o saudoso coração.
(Desejo: amar.)